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Quem sou eu nesse emaranhado de mim mesma?

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O que a gente faz quando aquilo que mais sonhávamos deixa de fazer sentido? Coloca de lado? Muda a rota, finge, se acomoda?  Como viver ignorando nossas indagações, acobertando nossos incômodos?  O que fazer com a tristeza que nos abate no final do dia, quando o sol se põe com todas as expectativas e planos não cumpridos, as promessas pessoais, mais um vez, desfeitas e ignoradas pelo medo ou pela paralisia?  O peito sufocante já não aguenta mais guardar aquilo que está escondido... o que fazer com isso? Foram longos anos escondendo de mim mesma as aflições de meu viver. Quando me vi na centralidade da minha vida, paralisei porque, lá no fundo, não tinha coragem de me bancar. Eu tinha medo, vergonha.  Caminhos óbvios ficam no escuro quando a mente esconde fragmentos do que somos. Nossos pedações estão lá, perdidos, flutuando, como palavras soltas, que não têm sentido porque não formam frases alguma; estão dispersas, separadas, sem coerência e coesão.  Quem...